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Dr.Geraldo Mendes dos Santos *
Neste
instante em que a sociedade assiste estarrecida às
fraudes no congresso nacional, ao desvio de dinheiro (roubo!?)
em órgãos públicos e a comunidade acadêmica
freneticamente se articula para entender e participar dos
fundos setoriais de investimento em Ciência e Tecnologia,
é muito oportuno dar uma parada para lembrar da figura
materna e seu amplo significado. Enquanto
os políticos mais se profissionalizam e os eleitores
mais se conscientizam de que a democracia é uma forma
ideal de governo do povo pelo povo, mais ignomínias
são cometidas e decepções se avolumam,
com desprezo generalizado pelas coisas públicas.
A
ciência básica, sempre tida como uma das atividades
mais importantes e livres, de repente se vê fortemente
induzida pelas demandas e encomendas, sobretudo nas áreas
estratégicas das grandes empresas e do setor econômico.
Nesse
simples relance já dá para perceber que a
natureza humana é extremamente complexa. Apesar de
sua unicidade e da imortalidade que conclama, ela é
uma realidade caleidoscópica, misto de fatos concretos
e utópicos embebidos numa lógica oscilante.
É
essa realidade estranha, esdrúxula e inconstante
que convém ser confrontada ou aferida com a idéia
de justeza e coerência que a figura materna impõe
ou representa.
Há
miríades de definições ou conceitos
de Mãe, até mesmo no universo do marketing
e das vendas, mas num lampejo poético poder-se-ia
dizer que ela é a manifestação do amor
encarnado; a expressão da certeza, num território
de dúvidas, a síntese da verdade num mundo
salpicado de mentiras, das mais dosadas às mais cruas.
Num mundo profano, caracterizado pelas aparências
e superficialidades, mãe é sinônimo
de consistência pura, pureza do verbo, essência
do sagrado.
Inseguros,
atônitos ou decepcionados diante da dura realidade
que se afigura aos nossos olhos em todos os setores da sociedade,
invoquemos o Divino na figura da Mãe, aguardando
que ele seja a motivação na luta constante
em defesa do meio-ambiente e da qualidade de vida, enquanto
nadamos, quase afogados, na onda avassaladora do consumismo,
da produção e da quantidade. Que ele seja
também a inspiração redentora para
a vivência da cidadania plena, a prática efetiva
da ética, o exercício constante da fraternidade.
No mesmo ideário, que ele seja a força para
o combate aos interesses mesquinhos do corporativismo, do
elitismo e da politicagem.
Enfim,
que ele seja a fonte vivificante para atitudes firmes e
inovadoras, capazes de vencer o pessimismo, despertar consciências,anular
a maldade.
Mãe
divinal, parabéns! obrigado!
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