|
tibério sá maia
Palestra Proferida
na ARLS Jorge
Adoum Nº 12
18/08/2004
Revisado em 15.08.2008
Origens
Historicamente, os maçons surgem por volta do ano de 1200 d.C.
O Poema Regius, com seus versos de lendas e recordações de tempos ainda mais longínquos descreve a Formação da Fraternidade, na Inglaterra, no tempo do Rei Athelstan, (no início do Séc. X) - o primeiro rei de toda a Inglaterra. Por essa ocasião passaram a despontar corporações espalhadas pelo continente que ficaram conhecidas por todos nós como Ordens de Maçonaria Operativa. Eram associações hierárquicas dos construtores dos monumentos, dos estupendos palácios, dos santuários e castelos medievais. Verdadeiras fortalezas edificadas, com exuberante pompa e beleza.
A magnificência dessas obras perpetua, através de muitos e muitos anos, os conhecimentos humanos das artes de construir, fundamentadas, nas ciências e nos estudos de Euclides de Alexandria. O Mestre das Artes Reais, matemático platônico, de naturalidade grega, o famoso geômetra convidado por Ptolomeu I, para organizar sua recém fundada Academia, que tornaria essa cidade do norte do Egito, do oeste do delta do rio Nilo em um dos mais importantes centro do conhecimento humano de todos os tempos.
Os Maçons e Liberdade
Certamente, a grandeza dessas maravilhas fruto do profundo conhecimento humano garantiu a integridade, da Maçonaria Operativa, como associações de classe em tempos imemoriais de célebres convulsões políticas e sociais.
Pelo respeito aos importantes conhecimentos ostentados pelos maçons, que eram mantidos como segredos no interior de seus cérebros, dos seus corações, de suas almas, eles foram merecedores da máxima consideração e da indiscutível proteção dos reis, príncipes e dos que representavam o poder naquela época.
Pela retumbante força que a Maçonaria dispôs, então, cada um dos seus membros era tido como um “homem livre”. E os Free-Masons, como designados, peregrinaram, por todos os cantos do continente europeu, e países do oriente, apesar da incontrolável, devastadora e muitas circunstâncias que possibilitavam práticas constantes de crimes. A Maçonaria floresceu entre usurpadores, em face da grande avidez de poder, da ansiedade de se manter prestígio, da imposição de autoridade pela força de armas militares por monarcas sem escrúpulos e maus representantes da Igreja Católica, que se manifestavam pelos famigerados Tribunais do Santo Ofício.
Os Maçons puderam então apreciar a liberdade como pessoas e grupos humanos. Liberdade - Aquele princípio fundamental para a vida do homem que garante que nunca se pode ser impedido de exercer seus direitos, desde quando amparados por lei. Exercitaram a faculdade de cada ser humano poder dispor, de si mesmo, consoante a sua livre vontade.
Conviveram com a independência de agir, a autonomia de controlar a si mesmo. Conquistaram a permissão dos poderosos de se locomoverem por todos os cantos da terra. Tornaram-se destemidos e ousados, naturalmente. As regalias, os privilégios, e as imunidades, passaram a ser os únicos requisitos dos princípios prediletos cultivados pelos Free-Masons. Seguramente por séculos e séculos essa cultura evoluiu com grande requinte, cuidado e invejável elegância.
Os principais filósofos do Iluminismo, os renomados Livres Pensadores, com exceção do primeiro que citaremos e que teve grande apego e forte influencia sobre os demais, foram maçons: John Locke Filósofo, físico, químico, dedicou-se à medicina e a política (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; François-Marie Arouet VOLTAIRE (1694-1778), defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica à intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) defendia a idéia de um estado democrático que garantisse igualdade para todos; Charles-Louis de Secondat MONTESQUIEU (1689-1755), Filósofo e Jurista. Em sua Obra O espírito das leis, analisa as três principais formas de governo: república, monarquia e despotismo. Iniciado em Londres, na ARLS Horn; Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.
O Iluminismo conceito que sintetiza várias correntes filosóficas sucedeu ao humanismo remascemtod e foram sucessores da Reforma inflamada por Martin Lutero e que foram responsáveis pelo "século das Luzes" – o séc. XVIII não foram idealizado e mantidos pela Maçonaria, mas, inegavelmente, tiveram nos Maçons senão seus propagadores diretos. Não obstante, como mostramos acima, os maçons inspiraram-nos e os influenciaram.
Pelos tempos afora, como suas obrigações inarredáveis essas posições conquistadas tornaram-se uma bandeira de guerra sem trégua:- Pela liberdade de consciência, e pelo direito de emitir também opiniões de qualquer espécie desde que verdadeiras, justas e com o máximo de excelência para o bem da humanidade. A liberdade de se expressar – aquela faculdade concedida à publicação e divulgação de temas, em defesa do progresso político, social ou econômico, sem necessidade de qualquer autorização ou censura prévia de alguma parte.
Exigências legais e universalmente necessárias porque a LIBERDADE ampla ficou incutida, no interior de um autêntico maçom e nunca se constituiu para ele, numa quimera, monstrengo fabuloso, mitológico, fantasioso... A liberdade foi um dote conquistado pelos reais edificadores de templos da idade média e se mantém latente dentro dos nossos corações de construtores de templo interiores do homem.
Assim...
A luta pela Liberdade tem sido constante, em todos os momentos de nossa existência. Ela se destaca em todas as fases da nossa história, da história universal, com grande vigor na existência de suas populações, integras, justas e perfeitas. |