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Autor Ignorado
Remessa do Irm
Jose Francisco Rodrigues.
JOSEFRANCISCO.VENDAS@terra.com.br;
Alguns Irmãos defendem que o traje maçônico correto é o terno escuro, de preferência, preto ou azul-marinho, especialmente, em Sessões Magnas, sendo tolerado o uso do Balandrau. Outros defendem a idéia de que, tanto, em Sessões Magnas, quanto Econômicas, pode-se usar, apenas, o Balandrau.
Ocorre que, no Brasil, com a sua formação católica de um passado recente, não se desligou, ainda, do “Traje de missa”. As Instituições Maçônicas, dentro dessa mentalidade, preconizam e algumas exigem, até em Sessões Econômicas ou Administrativas, o traje formal completo e, ainda por cima, negro, onde branca é só a camisa.
Devemos levar em consideração, também, que o traje masculino sofreu e sofre variações através dos tempos, inclusive, de povo para povo. Em algumas partes do mundo, principalmente, em regiões quentes dos Estados Unidos, os maçons vão às Sessões até em mangas de camisa.
Balandrau – do latim medieval balandrana - designa a antiga vestimenta com capuz e mangas largas, abotoada na frente, bem como, certo tipo de roupa, usada por membros de confrarias, geralmente, em cerimônias religiosas.
Embora alguns autores insistam em afirmar que o Balandrau não é veste maçônica, o seu uso, na realidade, remonta à primeira das associações de ofício organizada (Maçonaria Operativa), a dos “Collegia Fabrorum”, criada no século VI a.C., em Roma. Quando as legiões romanas saíam para as suas conquistas bélicas, os collegiati acompanhavam os legionários para reconstruir o que fosse destruído pela ação guerreira, usando, nesses deslocamentos, uma túnica negra.
Da mesma maneira, os membros das confrarias operativas dos Francos-Maçons Medievais (séc. XIV e XV), quando viajavam pela Europa Ocidental, usavam o Balandrau negro.
Segundo outros autores, o uso do Balandrau teve início nas funções do Primeiro Exp.·., durante os trabalhos de Iniciação, em que atendia o profano na C.·. de RR.·.
Inicialmente, devemos dizer que não existe “cor” Preta, e, sim, uma ausência de cor que forma o preto. Também, podemos dizer que a Branca não é uma cor; este é composto por um conjunto de cores primárias. Cor é Energia e Luz, segundo Leonardo da Vinci, Isaac Newton e Johann Kepler, que formularam teorias a respeito das cores, em tratados mundialmente conhecidos. O olho humano está limitado para perceber as emissões luminosas, compreendidas entre 400 e 700 milimícrons. Dentro da luz visível temos dois extremos: Vermelho – com 718,5 milimícrons - e a Violeta - com 393,4 a 486,1 milimícrons.
Podemos observar que Violeta é a cor de mais baixa frequência, dentro do espectro visível. Entretanto, como o Preto é a ausência de cor, ele não está nessa escala. Mas, sendo Violeta a cor, que mais se aproxima do Preto, e de menor comprimento de onda, conclui-se que o Preto é ausência de cor, pois absorve todas as outras.
Várias são as ciências e filosofias que estudam as radiações físicas ou espirituais.
Fisicamente, temos um exemplo prático: os tanques de combustíveis de uma refinaria, quando acondicionam gases metano, propano e outros que não podem ser aquecidos, são pintados na cor branca ou prata, pois refletem a luz solar, evitando o aquecimento. Ao contrário, existem fluídos que, para manterem a viscosidade suficiente e serem transportados, como o óleo lubrificante, necessitam manter uma temperatura mínima. Nesses casos, os tanques são pintados de preto para absorverem calor da radiação solar.
No campo da Astronomia, temos os chamados buracos negros.
De todas as teorias formuladas até hoje, temos uma única certeza: trata-se de uma região negra, onde toda a forma de radiação, independente de sua freqüência, é absorvida.
Do lado esotérico, temos várias fontes que empregam as cores como radiações benéficas. Mesmo no reino vegetal e animal, cada qual tem a sua vibração, e cada vibração, a sua cor. Tudo isso ficou provado com o invento da máquina Kirlian, com a qual podemos obter fotografias das “auras” das pessoas, plantas e objetos. Essas auras são coloridas.
Hoje temos a Cromoterapia, que utiliza luzes de várias cores para “curar”. Muito utilizada na Era de Ouro da Grécia e no antigo Egito, (Babilônia), Índia e China. Hoje sabemos que a cor pode curar, acalmar ou irritar, dependendo da sua freqüência.
No Espiritismo de Kardec, sempre se utilizaram os passes magnéticos, que, também, são medidos em freqüência. Portanto, podemos afirmar que os passes magnéticos emitem cor. Da mesma maneira que atuam as cores no processo de cromoterapia, os passes atuam nos Chacras ou Centros de força.
Segundo o espiritismo e a cromoterapia, os chacras são: Básico – localiza-se na base da espinha dorsal; capta a força primária e serve para reativação dos demais centros; roxo e laranja forte são as cores; Esplênico – localiza-se na região do baço; regula a circulação dos elementos vitais cósmicos, que, após circularem, eliminam-se pela pele, refletindo-se na aura; amarelo, roxo e verde são as cores; Umbilical – localiza-se no plexo solar; influi sobre as emoções e a sensibilidade e sua apatia produz disfunções vegetativas; roxo e verde são as cores; Cardíaco – localiza-se no coração; regula emoções e sentimentos; rosa e dourado brilhante são as cores; Laríngeo – localiza-se na região da garganta; regula as atividades ligadas ao uso da fala; prata e azul são as cores; Frontal – localizado na fronte, também conhecido como a terceira visão; regula as atividades inteligentes; influi no desenvolvimento da vidência; roxo, amarelo e azul são as cores; Coronal – localiza-se na parte superior, no cérebro, e tem ligação com a epífise; é o chacra de ligação com o mundo espiritual; branco e dourado são as cores.
Em nossas reuniões, dentro do Templo, muitas são as vibrações emanadas de todos os nossos IIrm.·. sejam eles OOffic.·. ou não.
Principalmente, durante a abertura do L.·. L.·. temos a evocação de nosso egrégora milenar. É um momento em que todos nós emitimos radiações, e, ao usarmos a veste preta, estaremos absorvendo todas essas energias, reativando os nossos chacras.
Se examinarmos a ritualística, em uma Iniciação, por que o candidato não está nem nu nem vestido? Entre outras razões, é para que tenha seus chacras totalmente expostos, emitindo e recebendo vibrações.
Como está com os olhos vendados, sua percepção estará mais aguçada em todos os sentidos. Receberá todas as impressões sonoras, sentirá odores e nossas vibrações.
Nossa Bolsa de Proposta tem seu interior negro.
Assim, nada do que ali for depositado “sairá”; somente nossos VV.·. MM.·. têm conhecimento do seu conteúdo, em primeira instância.
No Regulamento Geral da Grande Loja do Paraná, no Cap. V - Das Sessões e Ordem de Trabalho nas Lojas: Art. 95 - Nas Sessões Magnas, é obrigatório o uso de traje escuro e gravata preta.
· & 1º - Nas demais sessões, o traje é o comum com paletó e gravata
· & 2º - É permitido o uso de Balandrau, preto e longo, mangas largas e compridas e colarinho fechado.
· & 3º - Uma vez adotado o uso do Balandrau, deve o mesmo ser generalizado a todos os membros da Loja, em todas as sessões.
Art. 94 – Em nenhuma sessão, poderá o Obreiro apresentar-se sem estar revestido de seu avental.
Como vimos anteriormente, grande é a controvérsia do uso ou não de Terno, ou, na ausência desse, o Balandrau.
No Brasil, e só no Brasil, convencionou-se o uso dele, e, de acordo com os Estatutos de várias Obediências, o Balandrau é “tolerado” em Sessões Econômicas.
Em um ponto, os IIrm.·. têm opiniões coincidentes: o Balandrau é veste talar, deve ir até os calcanhares e pode ser considerado um dos primeiros trajes maçônicos, sendo, plenamente justificado o seu uso em Loja. |