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Autor desconhecido
Falando de Deus O Grande Arquiteto, em seu tratado de arquitetura, Philibert Delorme usou em 1567 a seguinte expressão: esse grande arquiteto do Universo, Deus Todo-Poderoso.
Parece ter sido o primeiro a usar o conceito de Grande Arquiteto do Universo. Essa idéia de um Deus que ordenou o Universo como um Deus que vem provavelmente dos cabalistas cristãos como François Georges de Venise (cf. De Harmonia Mundi), embora essa noção não esteja ausente dos Evangelhos. Outros depois de Philibert Delorme retomaram essa teoria, notadamente Kepler em sua Astronomia nova.
No século XVIII, essa expressão foi adotada pela Franco-Maçonaria, que dela fez um ponto chave de seu simbolismo. O Martinismo nasceu na dependência feudal maçônica do século XVIII; é então normal que nele se encontre a referência ao Grande Arquiteto do Universo. Não obstante, esta expressão toma no Martinismo uma tonalidade particular que merece ser sublinhada.
Contrariamente a certas tradições que associam o Grande Arquiteto do Universo a Deus, no Martinismo e mais particularmente entre Martinez de Pasqually e seus discípulos, é ao Cristo que essa denominação se refere. A expressão Grande Arquiteto do Universo não aparece no célebre tratado de Martinez, mas é encontrada nos rituais e "catecismos" da Ordem dos Elu Cohen. Cabe salientarmos que, para o autor de "Tratado da Reintegração dos Seres Criados", O Cristo não é Deus no sentido específico que lhe atribui a teologia cristã. Com efeito, Martinez de Pasqually tinha uma concepção particular da natureza do Cristo.
YEOSCHUAH - GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO dentro da tradição Martinista
Papus teve o cuidado de colocar no timbre dos documentos da Ordem Martinista a expressão padrão: a Glória de Yeoschuah, Grande Arquiteto do Universo. Com isto deu ao Martinismo uma tonalidade especial. É ao próprio Saint-Martin que a Ordem deve, não somente o seu selo, mas também o nome místico do Cristo ( h v a u v ) que orna todos os documentos oficiais do Martinismo - dizia Papus. No entanto, Louis Claude de Saint-Martin nunca usa essa expressão em suas obras. Partindo deste fato, é interessante tentar analisar brevemente a fórmula usada por Papus, tentando considerar os diferentes aspectos que ela evoca, na tradição e, mais especialmente no Martinismo
Henry Lincoln,
The Holy Place "De acordo com o Professor Cornford [do Royal College of Art], todas as pinturas dos velhos mestres que investigou eram conformes com 'formas perfeitamente geométricas e/ou subdivisões aritméticas do retângulo'. Existiam dois tipos de sistemas básicos - um 'era baseado na crença da Criação descrita em Timaeus, de Plato, e foi publicado por Alberti no seu "Ten Books on Achitecture" (Florença, 1485). Este sistema procede pela utilização do cálculo e da construção com instrumentos e teve grande adesão na Alta Renascença e no período imediatamente seguinte, já que tanto desassociava a arte e a arquitectura das velhas e manuais formas maçônicas de trabalho da Idade Média, como as associava à escola humanística. Para além disso, o sistema numérico utilizado era uma espécie de invocação do Divino enquanto a construção ou pintura se tornaram um ensaio micro-cósmico do ato primário de criação."
"O outro tipo de sistema era o maçônico-geométrico. De acordo com o Professor Cornford, este era 'incomparavelmente o mais antigo dos dois, parecendo de facto ser já conhecido pelos antigos egípcios e à nossa própria cultura megalítica. Sobreviveu, freqüentemente rodeado de uma atmosfera de segredo do Ofício (ou até de culto), ao tempo de Alberti, e, subseqüentemente, desapareceu sem deixar rasto."
W. Kirk MacNulty,
The Way of the Craftsman
"Quem seguisse o Caminho do Artífice teria de fazer uma coisa mais. Deveria lembrar sempre que estava a construir o templo de Deus. Construía um edifício em consciência onde ele mesmo era uma pedra individual e única. Com o tempo, cada ser humano polirá a sua pedra e a colocará no Templo, e então o Templo estará completo; Deus contemplará Deus, no Espelho da Existência e existirá então, como no Início, um único Deus."
Manly P. Hall,
Masonic, Hermetic,
Quabbalistic & Rosicrucian Symbolical Philosophy
"Os Antigos Mistérios não deixaram de existir quando o Cristianismo se tornou a religião mais poderosa no mundo. O grande Pan não deixou de existir, e a Maçonaria é a prova da sua sobrevivência. Os Mistérios pré-cristãos assumiram, simplesmente, o simbolismo da nova fé, perpetuando por meio dos seus símbolos e alegorias as mesmas verdades que possuídas pelos sábios desde o princípio do mundo. Não há, portanto, uma verdadeira explicação para o facto de símbolos cristãos encerrarem, em si, o que é escondido pela filosofia pagã. Sem as misteriosas chaves transportadas pelos líderes dos cultos egípcio, brâmane e persa, os portais da Sabedoria não poderiam ser abertos."
Baigent & Leigh,
The Temple and the Lodge
"Porque Ele (Deus) é o Construtor e Arquiteto do Templo do Universo; ele é o Verbum Sapienti." - Yost, i, 411
"No Timaeus de Plato aparece a primeira alusão ao Criador enquanto 'Arquiteto do Universo'. O Criador, em Timaeus, é chamado 'tekton', ou 'mestre construtor'. 'Arche-tekton' denota, por conseguinte, 'mestre artífice' ou 'mestre construtor'. Para Plato, o 'arche-tekton' traçou o cosmos por meio da geometria."
W. Kirk MacNulty,
Freemasonry - A Journey through Ritual and Symbol
"Apesar da Maçonaria requerer que os seus candidatos confirmem a sua crença em Deus, não aprofunda o sujeito, deixando a religião e sua prática ao Maçom enquanto indivíduo."(nota de tradução: isto pretende afirmar que a Maçonaria requer a crença num Deus, não forçosamente o Deus Cristão)" Assim, é possibilitado a homens de todas as religiões o acesso ao estudo dos princípios morais e filosóficos da Maçonaria." |