PORTAL MAÇÔNICO

 

 

 

 

 

 

( * ) Irm. Antonio Carlos de Souza Godoi
é Advogado - Consultor de Empresas
Recursos Humanos Comerciante


Trabalho destinado ao Consistório P:.R:.S:. Paulo M. de Carvalho
Região de Itapira – SP


A:.R:.L:.S:. Nove de Abril de Mogi Guaçu
Or:. de Mogi Guaçu–SP

 

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A Maçonaria e a sua Responsabilidade
2ª Parte


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A Maçonaria e a sua Responsabilidade
3ª Parte


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A Maçonaria e a sua Responsabilidade
4ª Parte

A MAÇONARIA E SUA RESPONSABILIDADE

 

 

Antonio Carlos de Souza Godoi*

 

 

 

1ª Parte - DIANTE DAS MUDANÇAS SOCIAIS

O mundo moderno, em que pese o imenso progresso tecnológico que experimenta e os novos horizontes que se abrem diariamente diante dos olhos da Humanidade, enfrenta uma crise sem paralelo. E o pior é que essa crise, ou ao menos sua real dimensão, está passando desapercebida da maioria das pessoas e, particularmente, de muitos Maçons talvez cegos e surdos que estamos ficando pelo próprio turbilhão da vida atual.

O que está acontecendo, afinal? Por que as pessoas que, supostamente, deveriam dirigir os destinos do mundo o levam cada vez mais próximo do abismo? Por que a juventude de hoje, em número preocupante, procura em substitutivos passageiros (mas, mortais algumas vezes!) as respostas às suas dúvidas e inquietações? Por que a instituição do casamento é encarada e tratada como sendo apenas um contrato social que pode ser desfeito a qualquer momento perante a lei dos Homens? O que está acontecendo, afinal e onde está a voz dos Maçons que não se ergue diariamente em vigoroso e solene protesto? Não basta o brado corajoso de alguns Irmãos, cuja pena é um verdadeiro chicote de fogo contra o inimigo sorrateiro homiziado nas sombras.É preciso que todos nós, unidos e em defesa do futuro do mundo e das gerações por vir nos façamos ouvir nos quatro cantos da Terra com um único grito: Basta!

São tantas as perguntas que afligem o Homem, tantas as suas dúvidas e tão poucas as respostas! Para a maioria de nós, hoje, pais e mães a formulação dessas perguntas é um beco sem saída, pois não parece haver um sentido, um significado nisso tudo e até a sapiência infinita do Grande Arquiteto do Universo é posta em discussão perante a avalanche de contradições em que o mundo se transformou.

Vivemos na era das angústias, da descrença, da busca das sensações cada vez mais estranhas, como se o homem quisesse ou necessitasse provar a si mesmo que está vivo, que não está separado do mundo, que há um propósito – sabe-se lá qual, meu Deus! – em tudo o que está acontecendo com a sociedade e, dentro dela, com a instituição da família.

A seara daninha das drogas se torna cada dia maior e mais mortal; a pornografia, disfarçada de liberdade de expressão, grassa solta na televisão que invade, cerceia, violenta, aliena e anula nossa capacidade de crítica; o relaxamento dos costumes é flagrante; e as seitas religiosas proliferam, multiplicando-se a cada dia, numa prova incontestável da sede em que se encontram os espíritos impossibilitados de saciá-la.

Deparamos com crianças de 12 anos que já não fazem mais parte do maravilhoso e mágico mundo da infância e adultos de 50 anos ou mais que voltam a ser crianças; ricos que simulam pobreza e pobres que enganam a si mesmos na ilusão da riqueza passageira; anarquistas públicos que, sob suas roupas sujas não passam de miseráveis conformistas e conformistas públicos que, debaixo de suas roupas caras não passam de miseráveis anarquistas; programadores de computadores que se embrutecem nas drogas para fugir à exatidão absurda de suas máquinas. A Igreja mesmo balança em dúvidas, agredida em suas colunas mestras por alas conservadoras e progressistas e se vê como um barco com dois comandos antagônicos. Vemos ira demais, esquecimento demais! Tornamo-nos, a cada dia que passa, uma raça sem memória. E o que estamos fazendo, nós Maçons? Falando, falando, falando...

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