Irm.·.Arabutan A. Marinho* M.·.I.·.
GOMS
Caros Irmãos, FILHOS DA LUZ!
Meu espírito, [maneira de ser] não se abate por decisões em que uma Loja recusa uma filiação de um Ir.·.ativo e operante, julgando que em nada ele serviria para ajudar o grupo e fazê-lo crescer um pouco mais. Sei que é uma questão de foro íntimo de cada um, a qual respeito e dou valia – ensina-nos a ser melhor.
Porém, como aprendi na Maçonaria a apurar o espírito crítico, buscando saber os “porquês” dos acontecimentos, vejo-me ponderando sobre o aspecto da filosofia maçônica que ensina, em todo o seu bojo, os princípios basilares de liberdade, igualdade e fraternidade. Sempre compreendi que ao sermos iniciados passamos a ser Filhos da Luz, já que os vetustos Irmãos pedem, em Sessão Magna: - “Faça-se a luz” ... “E a luz foi feita”... “A luz lhe seja dada ao candidato”, e por tal ponto ritualístico, podemos afirmar que:
- O Maçom é, antes de tudo, um emulador da verdade;
- O Maçom é, antes de tudo, um estudioso para poder emular a verdade;
- O Maçom, pelos estudos que desenvolve, torna-se um crítico da razão para não se precipitar em decisões que depreciem os princípios compreendidos;
- O Maçom, alavancado pelo princípio da Liberdade, não se retrai e nem se acovarda na exposição de suas idéias e ideais;
- O Maçom, impulsionado pelo princípio da Igualdade, não se atemoriza diante dos Irmãos que, por temer a dialética, impõem suas idéias pessoais [muitas vezes às escondidas, através do escrutínio secreto o qual não deixa de ser uma excrescência do passado] em detrimento da Ordem;
- O Maçom, movido pelos sentimentos de Fraternidade, não se recusa a abrir o coração e a mente para um estágio mais avançado, de forma que a expressão Irmão não seja um simples termo mentiroso de caracterização maçônica para “inglês ver e ouvir”;
- O Maçom, assim constituído, se torna um exemplo e um forte dominando as paixões que esconde nos desvãos da alma onde almeja, sem poder ser, o que um Irmão apresenta e representa de melhor;
Aos recusados cabe a satisfação de saberem que não foram aceitos por serem piores e sim – melhores.
Isto posto, a reflexão que tenho é sobre a bandeira que as Augustas Oficinas carregam ao iniciarem estes mesmos Irmãos os tornando Filhos da Luz...
Já pensaram nessa responsabilidade? O que é ser um irmão, Filho da Luz?
- É ser, antes de tudo, um representante autêntico da Maçonaria;
- É ser um irradiador de claridades positivas para os Irmãos que ainda não alcançam perceber e sentir a luz;
- É ser justo e piedoso ao mesmo tempo, como o foi Salomão em sua proverbial sabedoria;
- É se orgulhar e fazer sua parte para pertencer a uma Ordem centenária na defesa das injustiças e impropriedades;
- É não inverter o pentalfa maçônico;
- É não ser hipócrita, reconhecendo a própria ferida que lhe vai n’alma antes de colocar o dedo na ferida de quem caminha pela mesma estrada e escola;
“Filho da Luz” – quem me dera poder justificar essa origem que caracteriza um alto avanço evolutivo e que muitos espíritos de luz encarnados a demonstra na humildade, na compreensão, na tolerância, na fraternidade que não deixa Irmãos caídos no chão, na sabedoria em agir beneficiando, sempre, o seu próximo e acima de tudo se despindo da falsidade que impera na palavra IRMÃO dita sem emoção ou sentimentos superiores que higienizam os corações e mentes.
Irmãos, “Filhos da Luz”, perdoem-me onde possa ter claudicado com a verdade, neste artigo, mas considerem sempre que, como Maçom, a dialética e a discussão saudável – isenta da ignorância e da intolerância – é parte inconfundível de um bom Maçom e não pretendam me tirar isso posto que, hoje, a internet é um fórum de debates especialíssimo para nós, já que as Lojas não podem ser ou não permitem! Vamos ao debate!!!
Muita paz, saúde e um abraço fraterno para todos,
Ir.·. Arabutan A. Marinho (M.·.I.·. - GOMS)
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