AUTOR: Amâncio, 33.
(Intróito)
Templo é em geral, o nome atribuído ao local das reuniões dos membros de
instituições iniciáticas, como é o caso da Maçonaria.
Cada grau, dentro da Maçonaria,
possui painel próprio, contendo elementos que devem figurar no Templo em que se
reúnem as Lojas.
Antigamente, na falta de um local apropriado, realizava-se a reunião onde fosse
possível, sendo a configuração do painel feita através de um desenho de giz, no solo.
Este desenho era apagado ao final da sessão. Assim, segundo Boucher, o Templo “é
a realização material do painel da Loja. Simbolicamente, é orientado como as igrejas:
a entrada no ocidente, o sólio do Venerável no oriente, o lado direito ao meio-dia e o
lado esquerdo no setentrião”.
A Maçonaria trata em seu simbolismo do Templo Humano, um templo espiritual,
edificado no coração e na mente do Maçom, isto é no seu corpo e na sua alma, para
recolhimento do Bem, do Amor Fraternal, da Beneficência e da Concórdia. Lê-se em
João, II, 18-21: “... Destruí este templo e em três dias eu o construirei de novo...”,
adiante o evangelista esclarece: “Ele dizia isto a respeito do templo de seu corpo”, e
ainda em Coríntios, III, 16-17: “Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito
de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá.
Porque o templo de Deus – que sois vós – é sagrado”.
O Templo Maçônico retrata alguns dados arquitetônicos do templo que Salomão
mandou erigir em Jerusalém, na colina do Monte Moriah, citado na Bíblia, para com os
referidos dados perpetuar seus ensinamentos sobre simbolismo. Maçonicamente é
um templo apenas simbólico, uma imagem representativa do Universo, com suas
maravilhas, e serve a ensino ministrado em Loja. Este primeiro Templo, também
denominado Templo Santo, foi destruído pelo exército de Nabucodonosor, no ano
décimo-primeiro do reinado de Sedécias, que foi o 21º rei da raça de David, fato
referenciado no Grau Filosófico do R.·.E.·.A.·.A.·., na história da construção, bem
como a descrição detalhada do Templo de Salomão podem ser lidas no Primeiro Livro
dos Reis (1 REIS, V, 15 - VIII, 13).
Denomina-se Maçonaria Salomônica os graus atribuídos a Salomão, ou
relacionados com a construção do Templo de Jerusalém, e Colunas Salomônicas as
duas colunas situadas à entrada do Templo (B e J).
Salomão, nono filho de Davi, com Betsabéa foi o terceiro rei do povo hebreu, tendo
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sucedido a seu pai. Governou por cerca de 40 anos, seu governo constitui-se num
período de paz, de trabalho e prosperidade para Israel. Sua sabedoria tornou-se
lendária em todo o Oriente, pois elevou à glória a monarquia israelita e construiu o
Templo de Jerusalém. Edificou as muralhas da cidade e ampliou o cultivo das artes e
das ciências. Seu nome acha-se ligado à ritualística maçônica, através de inúmeras
lendas, e dos Graus Filosóficos do R.·.E.·.A.·.A.·., e do Rito de Misraim, entre outros.
Seu nome, de shalomon, de shalôm, significa “Paz, Pacífico, Santidade”. O Templo de Zerubabel, ou Zorobabel tinha o dobro das dimensões do primeiro.
Afirma-se em relato bíblico que esta construção levou vinte e um anos devido à
oposição dos samaritanos, ressentidos com os judeus desde a divisão do reino, cerca
do ano 976 a.C.
Obs.: Um dos Graus Filosóficos faz alusão à construção do segundo Templo.
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